- Qual é seu sonho? – Ela me disse enquanto algumas folhas caiam.
- Meu sonho? Eu não devo ter um sonho específico, mas eu quero muito conhecer muitos lugares do mundo. E você? – Eu perguntava me virando para ela.
- Eu quero escrever um livro e que ele fique famoso!
- Um livro sobre o quê?
- Ainda não sei, vampiros, talvez.
- Certo... Deixe me ler quando terminar.
Naquela época era outono. As folhas caiam lentamente sobre nossos corpos estirados no chão enquanto viajamos por um futuro imaginário. Eu não sabia ao certo sobre meu futuro, mas agora, poucos meses depois dessa imaginação, vejo que não será nada de como pensei.
- Moço, com licença, para onde fica a próxima estação de trem? – Uma mulher me perguntava.
- Fica naquele sentido, pouco distante daqui. – Apontei para a esquerda.
- Obrigado!
E então a mulher saiu correndo de uma maneira um tanto quanto peculiar e eu observei aquilo com certo desdém.
Agora era inverno e eu estava esperando meu ônibus para voltar para casa e enquanto ele não chegava, esperava ouvindo um pouco de música acompanhado de duas blusas.
O frio trouxe consigo uma certa amargura em meu peito pois agora não havia mais folhas para caírem, estavam todas no chão.
O ônibus chegou e eu logo me adentrei encostado em um banco próximo a janela, observando aquela cidade lenta. Estava indo para a direita, o sentido contrário qual apontei para a mulher.
Sentido.
Ela ia para um sentido, eu para outro.
Qual o sentido disto?
Senti que algo não fazia sentido enquanto me movia para a direita, o sentido que não apontei.
E aquilo tinha a ver comigo. Eu apontei para uma direção e fui para outra, quis algo mas consegui outra coisa. Meus planos não deram certo.
Cada vez mais estava indo naquele sentido, para direita, até que cheguei perto de casa, então desci.
Essa palavra, cada vez mais fazia menos sentido.
Droga, outra vez.
Eu não sabia o que estava sentindo nem qual sentido caminhava. Apenas uma palavra conseguiu mexer com minha estrutura.
Cheguei em casa e não havia ninguém, então fui me deitar. Meu quarto estava escuro então me perdi em pensamentos.
- Eu poderia estar fazendo algo de interessante agora. – Disse para eu mesmo.
- Eu vou fazer algo de interessante agora.
- Meu sonho? Eu não devo ter um sonho específico, mas eu quero muito conhecer muitos lugares do mundo. E você? – Eu perguntava me virando para ela.
- Eu quero escrever um livro e que ele fique famoso!
- Um livro sobre o quê?
- Ainda não sei, vampiros, talvez.
- Certo... Deixe me ler quando terminar.
Naquela época era outono. As folhas caiam lentamente sobre nossos corpos estirados no chão enquanto viajamos por um futuro imaginário. Eu não sabia ao certo sobre meu futuro, mas agora, poucos meses depois dessa imaginação, vejo que não será nada de como pensei.
- Moço, com licença, para onde fica a próxima estação de trem? – Uma mulher me perguntava.
- Fica naquele sentido, pouco distante daqui. – Apontei para a esquerda.
- Obrigado!
E então a mulher saiu correndo de uma maneira um tanto quanto peculiar e eu observei aquilo com certo desdém.
Agora era inverno e eu estava esperando meu ônibus para voltar para casa e enquanto ele não chegava, esperava ouvindo um pouco de música acompanhado de duas blusas.
O frio trouxe consigo uma certa amargura em meu peito pois agora não havia mais folhas para caírem, estavam todas no chão.
O ônibus chegou e eu logo me adentrei encostado em um banco próximo a janela, observando aquela cidade lenta. Estava indo para a direita, o sentido contrário qual apontei para a mulher.
Sentido.
Ela ia para um sentido, eu para outro.
Qual o sentido disto?
Senti que algo não fazia sentido enquanto me movia para a direita, o sentido que não apontei.
E aquilo tinha a ver comigo. Eu apontei para uma direção e fui para outra, quis algo mas consegui outra coisa. Meus planos não deram certo.
Cada vez mais estava indo naquele sentido, para direita, até que cheguei perto de casa, então desci.
Essa palavra, cada vez mais fazia menos sentido.
Droga, outra vez.
Eu não sabia o que estava sentindo nem qual sentido caminhava. Apenas uma palavra conseguiu mexer com minha estrutura.
Cheguei em casa e não havia ninguém, então fui me deitar. Meu quarto estava escuro então me perdi em pensamentos.
- Eu poderia estar fazendo algo de interessante agora. – Disse para eu mesmo.
- Eu vou fazer algo de interessante agora.
Me levantei da cama e sai correndo de casa, não, sem sentido algum, em suas incontáveis maneiras! Sem por que ou sem para onde ir, apenas fui.
Enquanto eu corria em
direção aquele parque do outono, eu me sentia cada vez mais vivo. Sem sentido
algum, eu começava a sentir.
Então parei de correr, tinha chegado ao parque que estava inteiramente vazio. Agora tinha tornado a dar um passo de cada vez até aquela árvore que estava a poucos metros de mim. Cada passo me trazia uma lembrança sobre os risos que tinha compartilhado ali, cada passo era uma memória que me remoía por dentro por serem justamente isso, apenas memórias.
Memórias de dias que nunca mais voltarão para mim, folhas que nunca mais cairão sobre minha face, risos que nunca mais ouvirei. Eu queria reviver tudo de novo.
Quando estava muito próximo da árvore uma brisa gelada me atingiu que aparentava me perfurar a alma. Fiquei ali de pé encarando onde estive deitado junto a ela, minha melhor memória.
- Qual é meu sonho. Era o que você queria saber, não é? Eu acredito que tenho um agora. Quero descobrir o sentido de tudo que conseguir. Serei uma criança novamente, curiosa sobre o mundo todo. – Disse a minha memória.
Me deitei ali onde estive deitado na estação passada e por um momento me senti de volta aquele dia, e então abri os olhos e tudo que me cercava era o cinza do inverno. Desta vez nenhuma brisa me atingiu, mas o sol havia surgido.
- Então você quer voltar, sol? – Dizia aquele ínfimo ponto no céu.
Levantei-me e dei alguns passos distante da árvore então me virei e olhei mais uma vez para a árvore.
- Eu não sei como tudo isso foi acontecer, mas, sei que teve um sentido, e é isso que preciso para mim. Não sei qual o sentido da vida, não sei o que sinto no momento, não entendo o sentimento das pessoas, não entendo meus próprios cinco sentidos, não entendo o sentido que as pessoas seguem, não sei sentir. Mas a partir de agora minha vida terá um único sentido: Em frente.
Então parei de correr, tinha chegado ao parque que estava inteiramente vazio. Agora tinha tornado a dar um passo de cada vez até aquela árvore que estava a poucos metros de mim. Cada passo me trazia uma lembrança sobre os risos que tinha compartilhado ali, cada passo era uma memória que me remoía por dentro por serem justamente isso, apenas memórias.
Memórias de dias que nunca mais voltarão para mim, folhas que nunca mais cairão sobre minha face, risos que nunca mais ouvirei. Eu queria reviver tudo de novo.
Quando estava muito próximo da árvore uma brisa gelada me atingiu que aparentava me perfurar a alma. Fiquei ali de pé encarando onde estive deitado junto a ela, minha melhor memória.
- Qual é meu sonho. Era o que você queria saber, não é? Eu acredito que tenho um agora. Quero descobrir o sentido de tudo que conseguir. Serei uma criança novamente, curiosa sobre o mundo todo. – Disse a minha memória.
Me deitei ali onde estive deitado na estação passada e por um momento me senti de volta aquele dia, e então abri os olhos e tudo que me cercava era o cinza do inverno. Desta vez nenhuma brisa me atingiu, mas o sol havia surgido.
- Então você quer voltar, sol? – Dizia aquele ínfimo ponto no céu.
Levantei-me e dei alguns passos distante da árvore então me virei e olhei mais uma vez para a árvore.
- Eu não sei como tudo isso foi acontecer, mas, sei que teve um sentido, e é isso que preciso para mim. Não sei qual o sentido da vida, não sei o que sinto no momento, não entendo o sentimento das pessoas, não entendo meus próprios cinco sentidos, não entendo o sentido que as pessoas seguem, não sei sentir. Mas a partir de agora minha vida terá um único sentido: Em frente.
0 comentários
Postar um comentário