Era um poeta de sentimentos puros que carregava muito amor
Espalhou suas palavras pelo mundo
Buscou melhorar sua escrita afundo
E mesmo com todos problemas, sempre sorria com muito humor.


Era um palhaço, era um admirador
Das palavras, dos sorrisos e tudo que era profundo
Era um garoto com os olhos esperançosos, o brilho era abundo.
Era calmo, era acolhedor.


Seu coração adotou alguém que muito amou.
Ela era alguém sem igual.
Seu sorriso para ele era algo de encandecer.

Mas um dia ela foi embora e tudo se acabou.
O poeta achou que era o ponto final.
Mas não, era uma oportunidade, uma hora de renascer.
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Sou diferente
Sou diferente, ninguém entende
Sou diferente, quero correr e cantar
Sou igual, estou preso no fundo do mar
Nadando contra a corrente
Nadando contra a corrente do mar de gente
Gente que não pensa diferente
Gente que é mais um qualquer
Gente que não para pra pensar sequer
Sequer entende
Não entendo
Não entendo, todos entendem
Não entendo, quero quebrar as correntes
Entendo de querer ser
Isso eles não entendem
Eles entendem de querer ter
Não entendo, nem quero entender.
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Ainda era por volta das quatro da tarde e infelizmente ainda estava claro. Apesar de me sentir mais sozinho no escuro, me sentia mais confortável. Em meio ao escuro eu não preciso fechar os olhos para ver o que eu quiser, torna-se mais fácil de sonhar.
                - Deitado tão cedo? – Ouço uma voz vindo da entrada do quarto.
                Levanto a cabeça e vejo que era a a Sam.
                - Não tem nada melhor para fazer por aí. – Respondi enquanto me sentava na cama.
                - Nada? E a tarefa de inglês?
                - Ainda não fiz, e você tá parecendo minha mãe.
                - Beleza. E que tal se formos só caminhar por aí? É um dia bonito.
                - Dia bonito pra mim é um dia nublado e bem escuro que dá pra dormir bem.
               
                Ela me olhou com uma cara de triste e então reconsiderei. Coloquei um tênis e fomos para fora. Quando saí de casa senti o calor entrando na minha pele graças a minha camiseta preta e o sol intenso.
                - Não sabia que estava tão calor. – Disse com uma cara desanimada.
                - Relaxa, onde vamos vai estar sombreado. – E ela sorriu.
                - Como assim, onde vamos? Vai me levar para onde?
                - Até a praça do lago, lá é um bom lugar para relaxar.
               
                A tal praça ficava há 10 minutos de caminhada a partir de casa. Durante todo percurso ela foi em frente sem dizer nada e eu a seguindo. Só pensava em que ela queria conversar em um dia aleatório.
                Mesmo caminhando naquele pequeno trajeto eu sonhava. Sonhava que caminhava entre montanhas e conseguia ver uma bela paisagem. Ao longo do horizonte as nuvens davam espaço para o céu mostrar todo seu azul vívido. O vento emitia uma leve brisa sob meu rosto, e por mais que fosse apenas minha imaginação, por um breve momento eu me senti em paz.
                - Só atravessar a rua e chegamos. – Sam disse.
                Olhei para os lados para atravessar e vi uma garota que aparentava ter seus 16 anos, sorrindo. Qual teria sido o motivo? Uma piada, um elogio, uma conquista? Tantos motivos.
                Chegamos a praça e logo nos sentamos em um banco.
                - É bom, não é? – Sam disse com um sorriso bobo.
                - O quê? – Respondi confuso.
                - Tudo. Respirar ar puro, se sentir confortável, olhar o lago...
                - É sim. Foi pra isso que me trouxe?
                - Mais ou menos. Você está muito distante ultimamente, queria te trazer para cá para conversarmos. Eu me preocupo.
                Olhei rapidamente para ela e vi sua expressão, confirmando que estava preocupada. Desviei o olhar e comecei a falar.
                - Só prefiro ficar no meu canto, imaginando coisas boas.
                - Imaginando coisas boas?
                - Sim, como viajar por aí, conhecer novos lugares, pessoas, comidas e afazeres.
                - Você sente bem assim?
                - Enquanto sonho, sim. Mas quando o sol nasce e tenho um novo dia pela frente, me desanima.
                - Mas antes você ria sempre.

                E era verdade. Antes eu era um palhaço que ria de tudo. Mas aos poucos o cenário foi sendo alterado, a minha essência de felicidade foi sendo apagada, substituída com cicatrizes de alguém que foi esquecido por queridos.
                - Era...
                - Eu tenho uma proposta pra você. Vamos até o hospital comigo.
                - Hospital? – Voltei a olhar para ela.
                - Sim! Tem uma pessoa que eu quero que você conheça. Amanhã!
                - Não sei...
                - Por favor!
                Pensei brevemente e aparentemente não tinha muito a perder, então aceitei. Ela ficou feliz. Depois que aceitei seu pedido ela se animou e começou a me contar algumas novidades. Sam era minha amiga desde a infância e sempre fomos próximos como irmãos. Tanto eu como ela estávamos perto de terminar o ensino médio e ela ainda indecisa sobre para onde ir e o que fazer. E eu, sem nem me preocupar com isso. Depois de pouco mais de meia hora conversando, fui embora.
                Quando cheguei, o sol estava começando a desaparecer. Entrei em casa e meus pais ainda estavam trabalhando, fui para meu quarto e coloquei uma música calma e me deitei.
De certa forma, eu estava feliz, sem saber por quê.
               
                No dia seguinte, Sam apareceu cedo em casa e me acordou. Levantei, me troquei e pegamos um táxi até o hospital. Não levou mais que vinte minutos. Chegando, fomos até a recepção e enquanto Sam conversava com a recepcionista, eu observava a estrutura do lugar.
Ela me chamou e seguimos por um corredor acompanhados de aparentemente um enfermeiro. Chegamos em frente de um quarto com a placa 131.
                 - É aqui. Se precisarem de algo, me chamem. – Disse o enfermeiro.
                Sam agradeceu e abriu a porta do quarto. Logo em seguida, entramos. Logo em frente a porta estava uma cama com um senhor de idade deitado assistindo televisão.
                - Sr. Thomas? – Sam chamou.
                Ele olhou e mudou sua expressão rapidamente para uma de felicidade.
                - Samantha! Que bom te ver! – Abrindo os braços.
                - Como o senhor está?
                - Estou melhorando, e você? – Um sorriso tomou conta de seu rosto.
                - Estou bem também. Hoje trouxe meu amigo Marcus para te conhecer, acho que o senhor pode ensinar algumas coisas para ele.
                Ele olhou para mim com a mesma expressão que olhava para Samantha.
                - Oi Marcus! E o que eu poderia ensinar para um jovem como ele, Samantha?
                - Muitas coisas, Sr. Thomas!
                Ele fez uma cara engraçada de como quem não sabia o que poderia ser e riu.
                - Eu já volto, Marcus, sente-se aqui para conversar com o Sr. Thomas.
                Ela saiu rapidamente e me sentei em uma cadeira que estava ao lado da cama.
                - Então, Marcus, você é namorado da Samantha? – Ele me encarava com outra cara engraçada.
                Me envergonhei e respondi sem olhar para ele.
                - Não, somos só bons amigos...
                Ele riu e voltou a falar.
                - Bons amigos valem mais. Quantos anos você tem?
                - 17.
                - Tão jovem. Adivinha a minha?
                Ele aparentava ter uns 70 anos, mas eu pensei que poderia ofendê-lo se dissesse um número tão alto.
                - Uns 50?
                - 50? Acha que sou tão velho assim?
                Fiquei em silêncio.
                - Estou brincando com a sua cara. Tenho 79 anos.
                Fiquei surpreso que com aquela idade tinha essa harmonia.
                - 79? Incrível... – Respondi sem saber direito o que falar.
                - É, você ainda vai chegar nessa idade um dia. Mas é meio difícil imaginar, não é?
                - É sim... só vivi 17 anos e cada coisa aconteceu, agora imaginar mais 62...
                - Muita, muita coisa. – Ele disse com um sorriso de canto.
                - E o que você gosta de fazer, Marcus?
                - Eu? Eu... Eu gosto de sonhar.
                - Sonhar? Sonhar é bom, mas não tem nada mais? – Ele estranhou.
                - Acho que não...
                - Eu também sonho bastante. E já sonhei muito.
                - Sobre o que tanto? – Fiquei interessado.
                - Sobre a vida, filho.
                Não havia entendido, eu sonhava para fugir da futilidade da vida e ele fazia o contrário.
                - A vida?
                - Sim. A minha saúde não está nada boa e o fim para mim pode estar chegando. E como estou preso a esse quarto, eu fico sonhando. Mas não sonho sobre coisas que eu poderia ter feito, coisas que quero fazer, mas sim as coisas que fiz. Viver é mágico, Marcus. Você é ainda jovem mas vai aprender que as suas conquistas tornam sua vida mágica. Nem o maior sonho de todos pode se comparar a felicidade das surpresas da vida. Fazer novas amizades, reencontrar velhos amigos, olhar um álbum de fotos, viajar, almoçar com seus pais, brincar com seus irmãos, amar alguém. Essas e outras coisas fazem valer a pena viver, mesmo com muitas dificuldades, perdas e tristezas.
                Naquele momento eu paralisei. Apenas encarava o sorriso do Sr. Thomas. Verdadeiramente, ele estava feliz por saber de tudo que passou. E eu senti sua felicidade irradiar até mim.
                - Conversaram bastante? – Sam chegou.
                - Samantha! Ainda conversamos pouco, por que não senta-se aqui e conto uma história da minha adolescência para vocês?
                - Certo!

                Samantha sentou-se próxima a mim e ele começou a contar a história. Era uma história engraçada sobre ele e seu amigo que foram perseguidos por uma vaca. Depois contou todos pontos marcantes de sua vida. Ficamos até o final da tarde ali, até que ele precisava se medicar, e então precisávamos ir embora.
                - Obrigado pela companhia, crianças, voltem sempre que quiser.
                - Pode deixar, Sr. Thomas! – Sam disse.
                - Sr. Thomas? – Eu o chamei.
                - Viver é mais incrível que sonhar? – Perguntei.
                - Sem sombra de dúvida, Marcus. Viva. Ainda há muito a se descobrir.
                - Prometo. – E saímos do quarto.

                - Ele te ensinou muita coisa, Marcus? – Sam me perguntou.
                - Sim, o mais importante que alguém já me ensinou.

                Caminhava em direção a saída do hospital e não queria mais fugir para meu mundo próprio.
                E então, acordei. Sorri. E vivi.
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Liberdade pode ser algo assustador. Ir para qualquer lugar sem ter para onde voltar, encontrar-se com o desconhecido através de todos sentidos,  sempre andar em frente , seja dia ou noite, com chuva ou neve. Mas em algum momento despertará a vontade de retornar. E não ter para onde voltar é algo de amedrontar. Caminhar em frente, em frente. Hora acabará em uma vontade de olhar para trás. E haverá algo em especial, uma raiz, que será mais especial que qualquer coisa que a liberdade pode mostrar. Lá, haverá de retornar.
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Chorar é um ato de alguém com um grande sentimento
Mas sorrir é algo muito melhor
Deixa esta dor passar, esqueça este lamento
No futuro há algo muito maior.

Garota das Lágrimas, seja livre como o vento
Mostre todo seu esplendor
Eu sei que dói, eu sei que tudo é lento
Mas passa, deixará de ser dor.

Garota das Lágrimas, quero te ver sorrir
Quero ver você levantar
Não quero que tenha que fugir.

Essa ferida vai cicatrizar
Quando o coração decidir
E quando outra pessoa você amar.
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Um dia enquanto trilhava meu caminho
como um andarilho, me perguntaram:
“Quem é você, qual sua identidade?”
Eu. Quem sou eu?
O universo para ao meu redor em volta desta pergunta
Uma pergunta tão simples que parece um conflito,
sou a milionésima, bilionésima parte do universo e,
mesmo assim, não sei quem sou.
Então o que sei sobre o resto?

Meus olhos enxergam o mundo a minha volta, outra pequena parte do universo.
Mas com os olhos abertos não vejo nada. Então os fecho.
De olhos fechados consigo ver mais do que antes,
Vejo meus sonhos tornando-se reais, as cores transformando-se metamórficas.
O Curinga sentado do meu lado, rindo sobre a vida.
A vida. Ainda sou um adolescente. Não sei sobre a vida, mas
ainda carrego os sonhos de garoto de olhos grandes,
e pretendo carregá-los até quando tiver a experiência de um sábio.
Até o fim da minha vida.
Até que esta pequena parte bilionésima do universo deixe de existir.

Mas meus sonhos não deixarão de exisitir.
As Cartas estão Viradas, há uma Luz Oculta detrás desta sombra.
Meus sonhos continuarão trilhando este caminho do andarilho
que viveu sem saber quem era, mas foi.
Em meus sonhos, criei o Reino de Palavras, onde a exclamação reconquistou seu poder.
E a interrogação foi discutida.
Meus olhos ainda continuarão enxergando mesmo depois de para sempre fechados.
Minhas palavras, meus sonhos viverão aqui nesta parte minúscula de toda vida.
Então entendi quem sou.

Eu sou aquele que busca uma rosa no meio do cemitério,
Sou aquele que quer enxergar um sorriso depois de uma lágrima,
Aquele que é amigo da Verdade.
E aliado do sonho.
Sou aquele que vê um espelho por de trás de tudo.
Aquele que Acredita, aquele que Pulsa.
Minha identidade não está descrita em um papel.
Ou em minha face.
Está descrita por trás do meu caminho que trilhei até agora
Essas poucas horas que vivi.
Meu caminho foi determinado por ações escuras,
com a Luz Oculta correndo ao meu lado.
Eu vivia no passado, querendo buscar Novos Dias.
Durante meu caminho tive meu Diário de Palavras Errantes,
onde o mundo não me parecia um lugar agradável
Então criei o meu mundo agradável, dentro dos meus sonhos.

Talvez seja complicado explicar quem você é
Quando não se sabe sobre esta pequena parte da vida
Ou sobre nada
Mas eu sou aquele que um dia olhará para trás
Relendo todas essas palavras e dirá que um dia
eu fui o andarilho do que um dia escrevi.
Eu sou aquele que não pode ser descrito.
Pois nem eu sei quem sou.
Apenas as palavras me conhecem.
Um Curinga de palavras desconhecidas.

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Você está caminhando sempre em frente, todos os dias. Não importa se há sol ou chuva, você está ali, enfrentando tudo como pode. Às vezes não entendendo por que, talvez seja por um objetivo, quem sabe um sonho, ou pode ser nada. Você percebeu que para chegar até a luz precisa caminhar entre as sombras. Você entendeu que para seguir em frente, às vezes deve voltar atrás. Mas nem sempre você pode voltar para consertar o que já fez, quase nunca.
Você percebeu que aqueles que disseram que sempre caminhariam ao seu lado, seguiram outros caminhos. Observou que alguns obstáculos em que te disseram que seriam fáceis, foram difíceis. Você entendeu que não é tão bom quanto os outros diziam. Você acordou para ver que há muito a conquistar ainda para ser quem você quer ser. Entendeu que ainda há esperança, junto de mudanças.
Mas e quando você tiver chegado neste objetivo, sonho, ilusão, final de caminho, o quer que seja? O que terá valido a pena? Todos sacrifícios não terão sido em vão? Todo o tempo jogado fora para o que? Todos sorrisos que você jogou fora, mesmo que a maioria falsos, isto vale a pena? Vale a pena mesmo buscar a virtude, mesmo que isto não te traga a felicidade? O que é certo? O verdadeiro em que não há sorrisos ou o falso em que não há sorrisos verdadeiros?
Todas as perguntas que você recebe agora. Você encontrará as respostas, mas você já possui algumas. Pode ser que você as mude de acordo com o tempo, ou o tempo as mude. Pode ser que você as esqueça, mas elas sempre estarão em você, em algum lugar. Buscando a resposta que realmente faz sentido, ou quem sabe, uma pergunta mais próxima da resposta.
Quando o relógio parar por um breve momento e você relembrar dos outros tempos, o que você irá lembrar? Mas estas lembranças, serão de ódio, saudade, o que serão? Se este tempo voltasse, quais ações seriam repetidas, o que seria mudado? Quais seriam suas novas respostas, suas novas perguntas, qual ciclo se repetiria?
São tantas perguntas que ainda estarão neste caminho. Quantos trilharão o mesmo ao seu lado? Mas, você quer alguém ao seu lado ou prefere isto por sua conta própria? Diante desta viagem, suas palavra ainda terão poder? Haverá sentido na interrogação e na exclamação? Qual vai ser seu ponto final?

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