O Ímpar do Baralho

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Fora de qualquer uma das classes, sem ligação com qualquer outra carta, sem valor, fora da regra. Este é o Curinga, que não se enquadra no que os outros são e pertencem. Ele vive em um mundo único, seu próprio mundo criado a partir de suas vontades quais são sem sentido para as outras cartas.

Dito como sem valor, o Curinga reconhece o valor das outras e não se importa com o seu. Ele não quer ser o Rei de Ouros tanto como não se importa de não ser o Valete de Paus. Apenas se importa com o bem do baralho, mesmo que este não se importe com ele.

Sem poder algum, percebe que é o que tem mais sorte por poder ser sempre quem é e não ter de se importar se será traído. Sem ter nada em mãos, é o que mais sorri, fazendo palhaçadas aos Reis.
Porque Rir é mais importante que ser Rei. Sem ser Rei, o Curinga é o mais rico.
O Curinga é o mais rico de todo baralho sem ter valor algum.  Uma riqueza que vai além do valor de todas as outras cartas.

Mas essa riqueza é para suprir o vazio que há dentro de si. Sendo o ímpar do baralho, o Curinga é único. Sendo único, ele se sente sozinho.
O Curinga é rico mas busca uma riqueza maior ainda, uma riqueza que é maior que o valor de todos os Reis: Uma carta que junto a ele formem o mais belo par de cartas do baralho.

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